domingo, 28 de outubro de 2012
sábado, 27 de março de 2010
Cotas ou não cotas - That's NOT the question!
E o debate continua...
A sociedade brasileira ainda não entendeu que o tema não são cotas ou não-cotas.
Em primeiro lugar devemos discutir se concordamos que em nosso país existe discriminação.
Depois se existem mais pessoas com nítida ascendência africana entre os mais pobres.
Após concordarmos (e certamente haverá polêmicas em relação a estes pontos) podemos identificar se queremos um país mais justo e quais os meios de chegarmos ao nosso objetivo.
Sem isso continuarão os argumentos que as cotas "inventam o racismo"no Brasil. Ou que podemos nos "separar"enquanto debatemos.
Parece brincadeira, mas alguma pessoas fingem não olhar para as favelas e sinais de trânsito.
Fingem desconhecer a História. Imigraçoes para "melhorar" a população, perseguições à religião dos africanos e descendentes, estruturas informais que mantem o status quo.
Fingem desconhecer a si mesmos. Porque sabemos que uma pele mais clara no Brasil sempre abriu portas.
Quem já enalteceu (ou busca conhecer) a sua genealogia negra/africana?
Todos somos europeus no trabalho, na propaganda.
E agora somos todos negros em entrevistas para mostrar que somos "prafrentex".
A verdade a que vamos nos defrontar é que nunca seremos um país europeu.
E quanto mais nos desenvolvermos seremos o exemplar mais rico da mistura neste planeta.
Somos uma experiência cultural ímpar mas ainda não aprendemos a nos amar como mestiços.
Como além-europeus, africanos e asiáticos.
Precisamos fazer algo.
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STF abre debate sobre cotas raciais nas universidades
Plantão
Publicada em 03/03/2010 às 17h19m - O Globo
Evandro Éboli e Demétrio Weber
BRASÍLIA - No primeiro dia do debate sobre cotas no Supremo Tribunal Federal (STF) foram ouvidos os dois lados da questão. O Supremo ainda não definiu a data para julgar ação do DEM que questiona os critérios raciais utilizados pela Universidade de Brasília (UnB) pelo sistema de cotas. O relator, ministro Ricardo Lewandowsk, disse que o assunto deve entrar na pauta ainda neste ano.
A vice-procuradora-geral da República Débora Duprat defendeu o princípio das cotas raciais. Ela rebateu a crítica de que, como não existem raças (do ponto de vista biológico), não faria sentido criar cotas raciais. Débora lembrou que o próprio Supremo já julgou que, biologicamente falando, não existem raças.
- É óbvio que não existe - disse ela, classificando esse argumento contra contas de "surrado".
Mas a procuradora ponderou que o racismo independe dessa questão biológica. Ela defendeu o mecanismo das cotas raciais para promover a igualdade material
A advogada Roberta Kaufmann, que falou em nome do DEM, autor da ação no STF, disse que "não é porque há cota para esquimó no Canadá ou para dalite na Índia, que qualquer cota é válida no mundo". A advogada disse questionou razão de cotas para negros se não há para seguidores do hare krishna, testemunhas de Jeová e nordestinos.
Compondo a mesa de debates, o ministro Joaquim Barbosa estava visivelmente incomodado com o conteúdo da explanação de Roberta. Num andar acima, onde dois telões exibiam ao vivo os debates, uma plateia majoritariametne favorável às cotas, vaiava a advogada, chamada "racista" e "escravagista".
O pesquisador e professor da Universidade de Brasília José Jorge Carvalho, um dos responsáveis pela inclusão das cotas na instituição fez um histórico e disse que, em 2000, a universidade contava com apenas 15 professores negros entre os 1.500. Carvalho fez a conta e afirmou que, dos 43 expositores desse debate do STF, que segue até sexta-feira, 30 são professores. E, destes, 28 são brancos e dois apenas negros.
- Reproduzimos aqui essa profunda desigualdade racial - afirmou.
O senador Demóstenes Torres (DEM-GO), que sugeriu ao DEM entrar com a ação, disse que os números de pretos e pardos no Brasil é manipulado para dar a impressão de que a maioria da população brasileira é negra. Diz que há um "golpe estatístico". Disse que 87% da população tem sangue de negro, "como eu". Para ele, a adoção de cotas irá reavivar o racismo no país. Ao falar sobre o atendimento à saúde pública para negros, disse:
- Será mesmo que uma mulher negra não realiza uma tomografia computadorizada no SUS? - questionou o senador .
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sábado, março 27, 2010
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terça-feira, 12 de maio de 2009
A moda é discriminar...
Já falamos deste tema no blog. Lá vai de novo...
Deu, em uma nota minúscula no JN (que como sempre acredita na "democracia racial"):
Modelos protestam contra discriminação racial em SP
Querem realmente saber? Então leiam:
Promotores vão investigar racismo nos desfiles da SPFW
Levantamento da Folha aponta que só 28 dos 1.128 modelos eram negros --ou 2,5%.
Segundo dados do IBGE de 2006, 6,9% da população brasileira se declaram pretos, 42,6% dizem ser pardos e 49,7% consideram-se brancos.
"Mas o fato é que também há poucos negros preparados para a carreira de modelo. Não é preconceito, é uma herança. Quem tem que mudar isso é a sociedade", afirmou o estilista Borges.
Qual o percentual de negros na Europa e nos EUA (onde são a minoria e não a maioria como no Brasil)?
Brasiligual pergunta: quem é a sociedade? No Brasil são os outros: o presidente, os deputados, etc. Os outros. Um estilista não tem responsabilidade. Afinal tudo é muito grande e somos uma formiguinha. Mentira...
Fica ainda mais fácil no caso da moda globalizada. Pode-se esconder à vontade. Cabe a nós corrigirmos esta tendência. A diversidade é necessária.
Na verdade, o JN e o Sr. Borges estão bem de vida, campeões de audiência, logo, para quê (ou quem) mudar? Para que mexer na ferida?
Na reportagem fica claro que os "personagens" querem se identificar como não-racistas (um adotou um filho a outra tem um avô negro).
Não entendem que isto não significa que não tenham ou reproduzam racismo. Seria melhor que se compreendessem racistas.
O racismo à brasileira é o da convivência. O do abraço e o do sorriso. Da porta aberta (a de serviço). Mais brando? Claro que não. Vejam:
“Na Fashion Week já tem muito negro costurando, fazendo modelagem, muitos com mãos de ouro, fazendo coisas lindas, tem negros assistentes, vendedoras, por que têm de estar na passarela?”
No "seu lugar" o negro é bem vindo...
"O que disse ao jornalista é que não tenho problema nenhum em relação a negros e não teria problema nenhum em realizar um desfile só com negros. Já tive e tenho negras no meu casting, disse que colocaria sim mais negras, desde que as agências enviassem meninas que se adequassem ao perfil do desfile (cada desfile tem um tema). Quanto a preconceito, não posso ter preconceito com negros, mesmo porque tenho avô negro. Não acredito em cota, acredito em mérito. Se você é inteligente, você entra em uma faculdade. Se você é especial, você desfila, independente da cor. "
Perfil, boa aparência... A boa vizinhança brasileira à toda prova...
Acreditar que não exista um percentual mínimo de negros capazes de desfilar é simplesmente ir contra o bom senso... Não falamos de 30% e sim de 2,3% de negros desfilando!
Mas, vislumbra-se uma luz no fim do túnel...
Diário Catarinense
Kenia acrescenta que no Donna Fashion, evento promovido pelo Diário Catarinense, do qual ela é produtora, esta nova mentalidade ficou evidente nas últimas cinco edições.
– Antes nos diziam que não queriam os modelos negros porque não combinavam com o desfile. Hoje já há uma busca não só por negros, mas pela diversidade – afirma ela.
Brasil, EUA e Africa do Sul. O Brasil é o único dos três que não tocou na ferida. Até quando?
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terça-feira, maio 12, 2009
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domingo, 4 de janeiro de 2009
Brasil: 60 anos de atraso
Veja este video!
As ideias de inferioridade dos negros estão muito vivas em TODOS nós.
O Brasil possui politicas oficiais racistas desde a colonia até os dias de hoje.
Na colonia, a proibição de possuir comercio, com Getulio a proibição de imigração de negros e asiaticos, hoje a boa aparencia, a limpeza étnica na nossa propaganda.
(enquanto isso ficamos felizes por Obama. Lá. No entanto, Brasiligual tem certeza: um presidente negro irá acelerar as discussões e atitudes, mesmo no Brasil)
(UOL: http://tvuol.uol.com.br/#view/id=esquadrao-que-combateu-racismo-participa-da-posse-de-obama-04023468CC895326/user=1575mnadmj5c/date=2009-01-04&&list/type=all/edFilter=all/sort=mostRecent/)
A bela e dura historia dos negros americanos do esquadrão aéreo mostra a diferença do racismo à brasileira e americano.
Nosso potencial de construção de uma nova sociedade é muito maior: somos um povo com base miscigenada mas a nossa realidade é de discriminação.
Enquanto os americanos lutam contra o preconceito os brasileiros o escondem, acobertam e sorriem comop se estivessem em um evento social. Palavras duras e assuntos pesados são evitados como se fôssemos loiras alices.
Veja o filme.
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domingo, janeiro 04, 2009
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sábado, 13 de dezembro de 2008
Deu na BBC? Os ingleses se importam mais!
Em uma reportagem de janeiro de 2008 a BBC faz esta analise critica.
Que vergonha! Os estrangeiros nos enxergam como somos: bonitos, fortes e diversos.
Somos tão indios em comermos pamonha e farinha e tão negros no nosso futebol gingado e tão portugueses na nossa tolerância.
Mas ainda temos vergonha de nós mesmos.
Nos nossos desfiles temos menos negros desfilando que na Europa!
E nos shoppings e lojas mais sofisticadas? Estamos na Finlândia?
Brasiligual afirma: o BraZil não conhece o Brasil...
Outra pérola: "Na opinião do ´´stylist´´ Sandro Barros, alguns temas e temporadas não combinam com modelos negras. ´´É mais fácil ver negros nos desfiles de verão´´, diz."
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http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/01/080118_modelosnegrasspfwfn.shtml
Glamour da SP Fashion Week não reflete diversidade do Brasil
| Gary Duffy Correspondente da BBC News em São Paulo |
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| Maioria das modelos da SPFW é branca, de aparência européia |
O evento já se estabeleceu no calendário da moda e dezenas de fotógrafos disputam as melhores imagens que vão parar nas revistas brasileiras e internacionais.
Mas, mesmo com o Brasil sendo um dos países com maior variedade racial do mundo, a grande maioria dos modelos que participam do evento são brancos, de aparência quase européia.
O Brasil tem mais pessoas de ascendência africana do que qualquer outro país fora da África. Metade da população seria negra ou mestiça e a ausência de modelos negros nas passarelas brasileiras é uma questão que já foi levantada por figuras de influência da moda mundial.
O estilista britânico Judy Blame e Michael Roberts, diretor de moda e estilo da revista Vanity Fair teriam ficados preocupados e surpresos com o fato depois de visitas do país.
Blame teria até observado que estilo não tem cor.
Diferença
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| Rafaela (dir.) afirma que faltam oportunidades para modelos negras |
"Acho que o negócio é mais restrito para garotas negras. Mas não sei se isto (acontece) apenas porque somos negras ou porque somos diferentes, com padrão de beleza diferente - nossos cabelos e nossos corpos", afirmou a modelo Rafaela Favero, 19 anos.
"Em um evento de moda é praticamente impossível", afirma o modelo Rafael Milagres, de 24 anos.
"Você precisa ter sorte e alguém que sugira o seu nome. Pois hoje em dia, para participar de um desfile, você precisa estar em uma agência onde a maioria das pessoas é branca, assim como a maioria das agências do Brasil, enquanto apenas 2% dos modelos são negros."
O proprietário de uma das agências que promovem o trabalho de modelos negros afirma que a escravidão pode ter sido abolida há muito tempo no Brasil, mas sua sombra permanece.
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| Para Hélder Dias, falta trabalho para modelos negros |
"Modelos negros não conseguem trabalho e não têm acesso, não são bem pagos e vivem em um submundo, pois não existem oportunidades de emprego", acrescentou.
Reflexo
Estilistas brasileiros afirmam, por sua vez, que não existe a intenção deliberada de excluir modelos negros e insistem que o mundo da moda apenas reflete a sociedade.
"O Brasil é um país muito misturado etnicamente. Temos muitos negros, muitos japoneses. Na verdade, o Brasil é feito desta mistura, que também aparece em nossas passarelas", disse o estilista Fause Haten.
"Se as modelos são boas, não importa se são brancas ou negras. Não falo não a modelos negras, adoro modelos negras, (...) não tenho nenhum preconceito para trabalhar com modelos negras", disse Dudu Bertholini, da Cori, cujo desfile no primeiro dia não tinha modelos negras.
Quando questionado a respeito das alegações das modelos negras, de que é difícil conseguir trabalho em eventos como a São Paulo Fashion Week, o estilista respondeu com outras perguntas.
"Elas acham? Elas são boas modelos? São bonitas? São altas? São boas o bastante?"
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| Dudu Bertholini, da Cori, insiste que beleza e talento importam mais do que cor |
"Algumas pessoas na indústria da moda podem ser muito, muito burras, elas podem ser conservadoras e, às vezes, entendem as coisas muito tarde. Acho que seria maravilhoso ter modelos negros", disse.
Acesso
Paulo Borges, organizador da São Paulo Fashion Week, afirma que a falta de modelos negros reflete problemas maiores da sociedade brasileira.
"Acho que isto reflete a exclusão social no Brasil. Acho que a moda trabalha com uma grande série de perfis e uma série vasta de qualidades estéticas", afirmou.
"Existem vários modelos negras que fazem desfiles e, se não existem mais (modelos nas passarelas), isso é devido à história da raça negra no Brasil, que ainda é uma história marcada por restrições (de aceitação)."
Não restam dúvidas de que as principais semanas de moda no país trouxeram charme e sabor brasileiros para a indústria.
Mas quem quiser que e a face pública da moda no Brasil reflita e diversidade de sua sociedade terá que esperar um pouco mais.
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sábado, dezembro 13, 2008
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domingo, 30 de novembro de 2008
No Valor Economico - Um século antes de Barack Obama
Sim, já tivemos um presidente negro! Ah, não sabias!
Em, que país? Sim, no Brasil! E é claro, nesta "democracia racial" ninguem comentou, falou.
No Brasil, a origem negra deve ser esquecida, não lembrada. Afinal... para que falar "disto" já que não existe racismo?
Mas a boca pequena se retocava fotos, se frazia sombrancelhas. Louvamos Barack há milhares de milhas de distancia, agora Brasiligual lembra Nilo, dentro de nós.
Obrigao, Felicio!
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DEU NO VALOR ECONÔMICO
A anedota é contada na revista "Courier", da Unesco, em um artigo de abril de 1951, que pode ser lido pela internet. O autor Alfred Metraux cita o relato de um viajante inglês ao Brasil em princípios do século 19, que admirou-se ao saber que determinado cidadão, mestiço, havia sido nomeado capitão-mor. "Ele era mulato, mas não é mais", teria explicado o interlocutor ao viajante. Diante da surpresa, complementou: "Antes de ser promovido, era. Mas um capitão -mor nunca pode ser mulato".
país sem maioria branca ou negra, no Brasil não houve a tensão racial explícita que matou Martin Luther King nos anos 60 e que construiu as políticas de ação afirmativa nos Estados Unidos nas últimas décadas. Mas ergueu-se uma tradição de clareamento conforme a escalada da pirâmide. Uma mostra de fotos promovida pela Prefeitura de São Paulo no ano passado deixou evidente a estratégia que fez com que os não-brancos que romperam barreiras sociais jamais constituíssem uma elite parda. A mostra trazia fotos de negros ou pardos ilustres. Entre eles, o sétimo presidente da República, Nilo Peçanha.
Fluminense de Campos, Peçanha era vice-presidente e assumiu o cargo com a morte do titular Afonso Pena, em 14 de junho de 1909. Praticamente um século antes da vitória do também mulato Barack Obama nos Estados Unidos. Há evidências de que as fotos oficiais de Peçanha eram retocadas para que sua pele fosse clareada. Seu casamento com uma herdeira da aristocracia do açúcar no norte do Rio provocou escândalo e sua origem social e racial foi usada como acusação pelos inimigos políticos. Nilo Peçanha e sua família sempre negaram a mestiçagem.
Ainda que cor da pele tenha deixado de ser motivo de escândalo, a presença negra ou parda na elite política brasileira desde Nilo Peçanha é uma longa sucessão de casos isolados, pela falta de uma elite que se afirme como não-branca. Porto Alegre elegeu Alceu Collares em 1985 e São Paulo, Celso Pitta em 1996. Mas não houve, por exemplo, nenhum prefeito de capital eleito em outubro último com evidentes traços negros, ainda que o prefeito eleito de Manaus, Amazonino Mendes, goste de ser chamado de "negão". No horizonte político brasileiro, o negro com mais poder no país é o ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, sem pretensões eleitorais conhecidas.
Barack Obama nunca foi o representante de uma cota, era o único senador negro nos Estados Unidos e ganhou as eleições sem usar a carta racial. Mas há quase um consenso sobre a importância das políticas de ação afirmativa para globalizar, em sentido cultural e étnico, a elite americana. O que pode se questionar é o resultado concreto destas políticas na redução da desigualdade social.
No Brasil, onde o racismo é um crime e a igualdade civil entre indivíduos independentemente de origem e cor é uma garantia constitucional há muitas gerações, construiu-se um modelo que dá longevidade às diferenças. Segundo dados compilados pelo jornalista Vinicius Vieira, mestrando em estudos latino-americanos em Berkeley, nos Estados Unidos e autor do livro "Democracia racial, do discurso à realidade", em 2002, antes portanto de qualquer política de cotas, 13,9% da população branca conseguia chegar à universidade, ao passo que apenas 3,8% da população negra o fazia. O desnível é gritante, mais impressionante, no entanto, era as porcentagens reduzidas, mesmo entre os brancos.
É provável que uma política agressiva de cotas faça esta porcentagem se multiplicar e torne a elite política e econômica brasileira menos dissonante da composição da base do país. É uma estratégia que traz o risco de racializar as tensões sociais e que não garante, por si, uma sociedade mais aberta do ponto de vista de oportunidades. Crítico da política de cotas, Vieira lembra que nos Estados Unidos as ações afirmativas não alteraram o fato de que as minorias negras e latinas vivem nas áreas mais pobres, estudam nas piores escolas, lotam as cadeias e conseguem baixa renda na idade adulta. A vitória de Obama, vindo de Harvard e não de Harlem, é um triunfo de natureza pessoal, e não étnica, e um indício de que a elite americana começa a se tornar multirracial. Não altera o fato de que os Estados Unidos, depois de trinta anos de políticas afirmativas, seguem sendo um dos mais desiguais, se não o campeão da desigualdade, entre os países do Primeiro Mundo.
César Felício é repórter de Política. A titular da coluna, às quintas-feiras, Maria Inês Nassif, está em férias
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domingo, novembro 30, 2008
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segunda-feira, 24 de novembro de 2008
http://www.youtube.com/watch?v=idZk1oDbRzs&feature=related
Não, não basta ter inspiração,
Não basta fazer uma linda canção
Pra cantar samba se precisa muito mais,
Samba é lamento, é sofrimento, é fuga dos meus ais"
Embrião do povo organizado, com lazer, prazer e educação. Melhoria de si.
Hoje, se tornaram o palco do patrocinio instantaneo e dos holofotes para a "gente bonita".
Poderiam ter ajudado no aumento da auto-estima mas apenas reforçam tudo que já está aí.
Leia mais, tenha a Quilombo como a sua segunda escola favorita!
“Estou chegando. Venho com muita fé. Respeito mitos e tradições, (...) busco a liberdade, não admito moldes (...) minhas portas estão abertas, mas entre com cuidado. Aqui todos podem colaborar, mas ninguém pode imperar (...) Não quero títulos, não almejo glórias. Faço questão de não virar academia, tampouco palácio. Eu sou o povo.(...)”, diz o manifesto de fundação da Escola.
Eis o visionário:
http://www.flordelotus.net/Candeia/sobreCandeia.asp
"Candeia estava descontente na Portela.
Em documento para o presidente da Escola Carlos Teixeira Martins feito por ele, por André Motta Lima, Carlos Sabóia Monte, Cláudio Pinheiro e Paulo César Batista de Faria – em 11 de março de 1975 dizia:
“Escola de samba é povo em sua manifestação mais autêntica. Quando se submete a influências externas, a escola de samba deixa de representar a cultura de nosso povo. Essas influências externas sobre as escolas de samba provêm de pessoas que não estão integradas no dia-a-dia das escolas. Não é mais possível continuarem os integrantes da escola sem acompanhar de perto tudo que se passa na Portela”.
E apontava uma série de sugestões, como a necessidade da Portela assumir posição de defesa do samba autêntico, que não foram sequer discutidas."
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segunda-feira, novembro 24, 2008
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domingo, 16 de novembro de 2008
Propaganda brasileira: onde estamos nós (ainda invisíveis)
A propaganda brasileira representa bem as distorções do nosso país.
( entre neste link e comprove http://www.portaldapropaganda.com/vitrine/tvportal/2003/10/0003?data=2003/10)
Em um primeiro momento, uma comunidade, antes de ser plenamente reconhecida, é vista como um grupo de consumidores.
Incrível que a maioria da população passa ao largo de ser representada nos meios publicitários.
Isto mostra o quão rico nosso país é: ainda assim estamos entre os dez mais do mundo.
Lembro-me das propagandas de cerveja, sempre, ilustradas com loiros e loiras nórdicos.
Nunca me vi ali, e me perguntava, se as pessoas eram tão cegas, burras ou cínicas.
Ou se a vida era mais confortável assim, e aparentemente sem conflitos.
Outros produtos (quase todos) representavam o Brasil Ideal: a Finlândia.
Tempos de prêmios, e a compreensivel absorção do mundo da nossa propaganda.
Afinal, éramos iguais a eles, brancos, loiros e ruivos, olhos claros, sem gingado, anglos e saxões puros, linhagem direta de nobres europeus.
Anos depois, com o crescimento do mercado, percebemos que os atores e modelos em nossos comerciais começam a se aproximar do Brasil:percebemos loiras brasileiras, morenas.
Negros ainda numa representação reduzida, como em um pedido de desculpas.
Sorriem tanto, estes negros de comerciais que me pergunto: certamente riem de raiva, e por isso sorriem mais que todos, como para mostrar como são lindos e inteligentes e que mereciam oportunidades como protagonistas.
Mulheres e homens de comercial : por que não são negros?
O ideal de beleza brasileiro ainda não se emancipou.
Iremos importar a diversidade estética quando o mundo assim nos ordenar. Enquanto isso...
Os mais diversos produtos (sabonetes, margarinas, etc.) as familias, pessoas nas ruas, são todos brancos.
Nosso país é diverso , e diversas são as nossa ruas. Mas não os nosso comerciais.
A publicidade se utiliza e é utilizada pelo racismo à brasileira para nos invisibilizar.
Somos incinerados todos os dias na TV, outdoors e no coletivo das nossas mentes.
Caixas de incineração em massa. Aparecemos nas noticias quando negativas.
Mas continuaremos. Sabemos que nosso país somente será forte, quando se olhar, de frente, para o espelho. Somos muitos. Diferentes. Somos iguais.
E como alguém já disse há tempos atrás,as crianças estão olhando.
O nosso tempo é curto para desfazer o passado.
http://propagandas.multiply.com/video/item/27/27
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domingo, novembro 16, 2008
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domingo, 9 de novembro de 2008
Candeia - vá ao filme! "E verás que seu filho será principe de verdade!"
Poucos e muitos o conhecem.
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domingo, novembro 09, 2008
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sábado, 8 de novembro de 2008
Uma trajetória, não um final
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM907244-7823-CHICAGO+SE+ORGULHA+DA+ELEICAO+DE+BARACK+OBAMA,00.html
Sim, uma vitoria historica.
Mas nada veio do nada.
Os americanos tem um passado de guerras, contradições e lutas na defesa dos direitos das minorias por lá. (os negros são apenas 12% dos americanos).
Martin Luther King é reverenciado. Muitos outros escritores, politicos, jogadores de basquetes, desempregados, bonzinhos e maus são reconhecidos como negros.
Os negros estão se visibilizando e se humanizando nos EUA (sim, temos que lutar para sermos humanos!).
No Brasil? Não existe discriminação, não existem negros e brancos. Somos todos mestiços, graças a Deus.
Sim, a maioria de nós acredita nisso. E é por se enganar tão profundamente, que temos o melhor sistema racista do mundo. O mais eficiente, o que mata mas não provoca indignação.
Negros morrem aos milhares pela Violência, fome.
Negros estão em um sistema educacional falido. Mas estamos em uma democracia (?).
Apartheid social, silencioso, forte, cooptador, matador e cínico.
Em que, os maiores astros, engenheiros, pensadores ou não aparecem ou desaparecem sem destruir os mitos de inferioridade dos negros.
Em que pessoas de pele branca (com parentes negros) fazem piadas e querem ser descendentes de nobres europeus.
No Brasil, os negros são maioria absoluta. Repito: não temos a pele bronzeada. Somos negros.
Sempre mostramos o nosso valor, mas somos invisibilizados.
Um presidente americano negro vai aumentar a contradição do Sistema Racista Brasileiro.
O cinismo terá que cair por terra: queremos ser a maioria entre os politicos, juízes e entre a "gente bonita".
Em um Brasiligual, os negros também lideram.
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sábado, novembro 08, 2008
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domingo, 5 de outubro de 2008
África vira tema de exposição na UERJ
A África sempre foi e será referência para a humanidade.
Ali está a maior diversidade genética do planeta.De lá todos viemos...
E lá temos a resposta para onde vamos (e se vamos...)
A arte africana é intensa, delicada e enraizada no humano.
Nos toca de uma forma profunda. Por quê?
Veja, sinta e toque arte africana.
A nossa raiz comum como seres humanos.
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África vira tema de exposição na UERJ
Publicada em 03/10/2008
ÁFRICA VIRA TEMA DE EXPOSIÇÃO NA UERJ
O público poderá conferir a partir do dia 14 de outubro, terça-feira, a mostra África?, na Galeria Cândido Portinari, da UERJ. A exposição, promovida pelo Departamento Cultural da Sub-reitoria de Extensão e Cultura, reúne diferentes olhos a partir dos temas África e afro-brasilidade. A idéia é pensar as possibilidades que o assunto abrange e que são diversas, como a questão dos afro-descendentes, da religião e das artes em si. A África que vemos e que estudamos, hoje em dia, é a da religiosidade e aquela de onde muitos habitantes foram trazidos forçadamente ao Brasil. Um dos intuitos dessa mostra é abrir o leque de conexões e discussões sobre esse continente exuberante.
“É uma exposição mista ou da multiplicidade. Vamos ter desde esculturas, gravuras, colagem, instalações e também artistas que não estão diretamente enquadrados no circuito das artes. A África é uma grande questão. Ao mesmo tempo em que reconhecemos a sua invisibilidade percebemos que ela perpassa em muitos aspectos a cultura brasileira e a gente não vê. Então vamos olhar. Uma coisa que me fascina é como a presença africana se manifesta na produção contemporânea de arte no Brasil de diversas maneiras, principalmente no carnaval e na religiosidade. O trabalho tem uma conexão se você pergunta. Então, por isso, o título da exposição é uma pergunta. Será que a gente não pode ver mais Áfricas do que aquelas que nos são oferecidas? Será que a gente não poderia colocar mais essa questão?”, explica o doutor em História e curador da exposição Roberto Luís Torres Conduru, diretor do Instituto de Artes da UERJ.
A arte ocidental e muitos artistas contemporâneos foram intensamente influenciados pelas estéticas africanas. As referências vão das máscaras religiosas aos orixás e às ricas e coloridas padronagens dos tecidos e vestimentas. A mostra conta com obras dos artistas Carlos Feijó, Cristina Pape, Cristina Salgado, Jorge Rodrigues, Júnior de Odé, Leila Danziger, Lena Martins, Malu Fatorelli, Regina de Paula e Wuelyton Ferreiro e fica em cartaz até o dia 14 de novembro, de segunda a sexta, das 9h às 20h.
ÁFRICA?
Local: Galeria Cândido Portinari / UERJ
Rua São Francisco Xavier, 524 – Maracanã
Tel.: (21) 2587-7796 / 7182
Inauguração: 14 de outubro de 2008, a partir das 19h
Visitação: até 14 de novembro, de segunda a sexta, das 9h às 20h
ENTRADA FRANCA
Marcio AlbuquerqueAssessoria de Comunicação Social/DECULT/SR-3/UERJ
(21) 2587-7796 / 7182
(21) 9557-4965
comcult@uerj.b
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domingo, outubro 05, 2008
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sábado, 13 de setembro de 2008
MANIFESTO - CORREIO NAGÔ
| Brasiligual se poê ao lado do MANIFESTO NAGÔ. Leia, pense, repense. Comunicadores negros, negras propostas e um objetivo: Tornar este país em igual. Igualar ao diferenciar. Fantásticas palavras que unem diferenças para igualar e somar, passado nagô e futuro na Internet. http://www.correionago.com.br/sobre.php ____________________________ SOBRE O CORREIO |
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sábado, setembro 13, 2008
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segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Aída - alguém se lembra
Aos 24 anos, Aída dos Santos foi a única mulher na delegação brasileira que seguiu para Tóquio.
Além da falta de companheiras, ela também sofreu com a falta de apoio, já que ninguém acreditava que pudesse conseguir um bom resultado. Mesmo antes do embarque, ela teve de contornar até a falta de uniforme. Como confirmou sua vaga menos de uma semana antes do embarque, teve de recauchutar uma roupa que havia usado na disputa do Ibero-americano, no ano anterior, que era semelhante ao da delegação olímpica: saia cinza, paletó azul e camisa branca.
Já em Tóquio, foi sozinha ao estádio olímpico e comprovou sua solidão ao chegar ao vestiário, quando viu que suas adversárias tinham técnico, massagista, preparadores, até agentes. Sem qualquer identificação verde-amarela na roupa, ficava difícil para as adversárias saberem de onde ela era.
"Achavam que era de algum da país África", recorda a única negra de um país latino-americano na final.
Para chegar até a fase decisiva, ela saltou exatamente 1,70m, o índice inicial das eliminatórias. No Brasil, ela nunca havia ultrapassado 1,68m. Conseguiu a marca, mas acabou torcendo o pé. Aída explicou, dizendo ter estranhado as boas condições da competição. "Estava acostumada a cair na areia no Brasil. Aqui, já tem espuma."
Ajudada por médicos cubanos, ela pôde saltar a final. Começou com 1,70m, 1,72m e 1,74m. Não conseguiu superar o sarrafo colocado a 1,76m e viu as representantes russa, australiana e romena (Iolanda Balas, campeã com 1,90m) ficarem com as medalhas. Terminou em quarto lugar numa final com doze atletas. De quebra, bateu o recorde sul-americano.
Quatro anos depois, nos Jogos do México, foi saltar a pedido de um fotógrafo mexicano e torceu o pé esquerdo e precisou ser hospitalizada. Não se conformou com a situação, fugiu do hospital e foi para a Vila Olímpica.
Decidida a saltar de qualquer jeito, teve de assinar um termo de responsabilidade exigido pelo chefe de missão da delegação brasileira, Ivan Raposo. Terminou em 20º lugar, mas quebrou o recorde sul-americano.
Não foi aos Jogos de Munique/72. Segundo ela, foi cortada porque falou demais, e contou em um programa de TV as dificuldades que enfrentou no Japão.
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segunda-feira, agosto 25, 2008
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sábado, 28 de junho de 2008
OUÇA e PENSE INAICYRA!
Vale a pena ouvir o CD e pesquisar pela produção acadêmica e a vida de Ianaicyra.
Brasiligual recomenda!
http://www.iar.unicamp.br/docentes/som/inaicyra%2002.mp3
em: http://www.inaicyra.hpg.com.br/trajetoria.htm
" Da porteira pra dentro, da porteira pra fora", com essa metáfora da territorialidade da tradição nagô, Mãe Senhora, Osun Miuwá, lyalorisá nilê Asé Opó Afonjá, caracterizava as iniciativas de estabelecimento de relações da comunidade religiosa com a sociedade envolvente, de valores distintos, na dinâmica da pluralidade sociocultural brasileira.
Mãe Senhora dinamizou a diplomacia com a sociedade envolvente, atraindo inúmeros artistas, intelectuais de projeção política, que vieram a reforçar a legitimação da comunidade num contexto histórico marcado pela adversidade e pela luta de afirmação de sua identidade civilizatória própria.
Nesse contexto que fora iniciado por Mãe Aninha e Martiniano do Bonfim, quando aceitaram participar do Congresso Afro-Brasileiro, organizado na Bahia por Edison Carneiro, é que também se dá a formação de Deoscoredes Maximiliano dos Santos, Mestre Didi, filho de Mãe Senhora.
Ele ampliará de maneira exuberante essa trajetória política de qualificação dos valores sagrados, também em seus desdobramentos criativos na sociedade "oficial", seja através de seus livros, seja sobretudo através da criação de sua obra escultórica de projeção internacional.
Inaicyra Falcão dos Santos, filha de Mestre Didi, participa deste contexto, e sua trajetória revela o legado dessa atuação "da porteira pra dentro, da porteira pra fora", como neta de Mãe Senhora.
Primeiramente no mundo da dança, toma conhecimento, através de inúmeras viagens ao exterior, de repertório infinito de gestos que desde a tradição religiosa se desdobra pelas ruas e palcos onde emerge o talento criativo alimentado pelo contínuo civilizatório negro-africano.
Ela mesma torna-se dançarina e pesquisadora deste universo, realizando estudos e concluindo cursos de pós-graduação na Universidade de Ibadan, na Nigéria, e participando das experiências de vanguarda de recriação da linguagem da dança no contexto afro-brasileiro, especialmente nas montagens dos autos coreográficos do Grupo Arte e Espaço da SECNEB, onde destacamos AJAKÁ, Iniciação para a Liberdade.
Posteriormente, já de volta definitivamente ao Brasil, exercendo a docência na Universidade de Campinas, descobre seu talento de cantora lírica, trabalhando na recriação da música sacra negra.
É toda essa dimensão de experiência estética que Inaicyra levará para o terreno da Educação, procurando revolucionar a pedagogia, referindo-se à emoção artística como fonte de mobilização para a aprendizagem, transmissão de conhecimento e saber.
Texto de Marco Aurélio Luz
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sábado, junho 28, 2008
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sábado, 26 de abril de 2008
Somos Gênios
Personagens e personagens brasileiros são omitidos quando estudamos a nossa História.
Quando não assumimos as nossas origens ignoramos os gênios e fortes da nossa raiz brasileira.
Estamos nos conscientizando que nunca fomos feios, fracos, passivos e ignorantes.
Nunca chegaremos ao futuro se não nos olharmos e vermos as nossas origens africanas e a contribuição para aquilo que vagamente chamamos Brasil.
Somos eruditos, somos belos e sempre transformamos o nosso país em um cruzamento do melhor de vários povos, porque também somos vários.
Quando não tivermos vergonha de sermos negros, aí seremos mais brasileiros, sem pudor de sermos os líderes mais preparados para um mundo plural.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Maur%C3%ADcio_Nunes_Garcia
O preconceito racial existe e apenas aos excepcionais como José Garcia conseguem se destacar.
É preciso ser mais para um negro ser igual. Brasiligual luta: igualdade para ser HUMANO (sem precisarmos sermos SOBRE- HUMANOS).
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Extrato de http://gazetaonline.globo.com/jornalagazeta/caderno2.ag/caderno2_materia.php?cd_matia=427713&cd_site=86
Gênio
Em "Te Deum Requiem" está registrada uma das mais importantes obras do padre José Maurício Nunes Garcia (1767-1830), compositor que colocou o Brasil na rota da música erudita da época. Para o regente da Orquestra Sinfônica da UFRJ, Ernani Aguiar, responsável pela direção musical do CD, o padre foi o maior compositor não-europeu de sua época. "Além do grande gênio que foi, ele atuou nos primórdios do ensino de música no Brasil", afirma Ernani.
Nascido no Rio de Janeiro, José Maurício Nunes Garcia transitava com tranqüilidade na corte, mesmo sendo mulato de origem humilde, neto de escravos. A chegada da Família Real proporcionou ao padre ganhos e perdas. "Com a vinda da corte, ele teve prazeres e agruras. O fato de ele poder contar com músicos melhores para executar suas músicas foi uma vantagem, mas ele também despertou a inveja entre alguns músicos que não aceitavam o fato de ele ser mulato. Isso influenciou sua música, principalmente pelo fato de José Maurício ter ligações com as camadas mais pobres", comenta o regente, que exemplifica: "No final da execução do ‘Requiem’, por exemplo, é possível notar influência das modinhas brasileiras. Isso fascina até hoje os europeus".
Para o cravista e diretor do disco "Modinhas Cariocas", Marcelo Fagerlande, esse gênero está na base das canções populares brasileiras. "Era um tipo de canção tanto da rua quanto dos salões, porque era sentimental. Era cantada por nobres e boêmios, em todos os lugares", explica.
Para a gravação, Fagerlande teve de adaptar esse universo musical ao formato do disco. "Gravar um álbum de modinhas é um desafio, porque é um gênero que poderia ser todo muito igual, já que são canções de amor geralmente lentas. Procurei colocar uma grande variedade de instrumentos e vozes."
Segundo o professor da Faculdade de Música do Espírito Santo (Fames) Sérgio Dias, a vinda da Família Real portuguesa provocou uma grande reviravolta nos destinos da música no Brasil, porque a corte exigia uma pompa a que não estávamos acostumados. "Tudo se transformou muito. As crônicas da época afirmavam que o Rio de Janeiro era a cidade com a maior quantidade de pianos do mundo", cita Dias, referindo-se à tradição musical da capital fluminense, realidade que se mantém até hoje.
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sábado, abril 26, 2008
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domingo, 6 de abril de 2008
Negros à vista!
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| Ana Carolina de Souza | ||||
| » Fotos: as musas da trama A atriz e ex-BBB Juliana Alves, 25 anos, é uma delas. Ela vive Gislaine Caó. "Apesar de o figurino dela não ter nada a ver comigo, estou me divertindo com esse visual funkeiro", confessa. Juliana fez uma série de tratamentos para diminuir o volume do cabelo. "Os fios ficaram esticados, não estão lisos nem enrolados. Para os cachos ficarem mais bem definidos, faço uma trança e só tiro na hora de sair de casa", ensina a atriz. A estreante Raquel Fiuna, 20 anos, comemora seu papel na trama das 20h, a prostituta Victoria. "Estou realizando o grande sonho da minha vida: atuar numa novela", conta ela, que fez aulas para aprender danças sensuais. "Meu próximo namorado vai ser um cara de sorte", brinca. Outra personagem que está dando o que falar é Sabrina, a doméstica de Cris Vianna, 30 anos, que vive às voltas com o filho do patrão, Barretinho (Dudu Azevedo), que tenta de tudo para seduzi-la. "Isso de não saber se ela vai ceder ou não está sendo ótimo", conta Cris, que mantém a forma com boa alimentação e balé clássico. "Não gosto de fazer musculação", conta ela. Cris aprova a escolha do elenco. "Duas Caras trata do que já é realidade. Tem empregada branca e negra, tem favelado branco e negro", analisa. Também do núcleo da Portelinha, Adriana Alves, 30 anos, foi convidada pelo diretor Wolf Maia para interpretar a sarada Morena. "Wolf me disse que precisava de uma atriz que chamasse atenção pelas curvas", lembra. Adriana confessa sofrer para manter o corpo em forma. "É muita malhação, exercícios localizados, muito líquido e boa alimentação", conta a atriz, que diz ter passado por dificuldades no início da carreira por ser negra: "Mas Duas Caras está aí para fazer essa diferença. São muitas atrizes negras e lindas no elenco. Estamos bem representadas." | ||||
| O Dia | ||||
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domingo, abril 06, 2008
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domingo, 30 de março de 2008
Executivos - estaremos na próxima capa
A falta da visibilidade de lideranças negras deprime. Visibilidade, sim, pois lideranças negras e exemplos existem.
Temos que buscar na mídia estes casos e noticias sobre os novos líderes, preparados para o desafio deste novo século.
Brasiligual busca estas informações: mostrar que silenciosamente, o interesse na diversidade aumenta a cada dia e que a inserção do país no mundo provocará e será fruto da nossa ascensão.
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No blog da Miriam.
Executivos de Valor
Líderes brasileiros são todos iguais, só mudam de empresa
Caro leitor, dê uma olhada no jornal Valor Econômico desta terça. Lá na capa estão os retratinhos de 21 líderes de Valor, escolhidos como os "Executivos de Valor".
O que há de errado naquela longa fila de retratinhos? Eles são todos homens, e todos brancos! Tente fazer uma lista desta nos Estados Unidos e você terá muito mais diversidade. O Brasil acostumou-se com isso como se fosse normal, num país onde as mulheres tem mais escolaridade, que os homens, num país em que metade da população é classificada como negra pelo conceito do IBGE (que junta pretos e pardos), é no mínimo estranho que só haja destaque para homens brancos.
A culpa evidentemente não é do jornal. Ele é apenas o mensageiro. No universo onde escolhe os que se descatam e chegam às chefias das empresas são homens e brancos. As mulheres começam lentamente a furar o teto que as limitou à média gerência e algumas estão chegando aos boards das empresas. Mas é tão raro que, quando uma vira presidente, vira ao mesmo tempo uma celebridade.
As empresas brasileiras precisam olhar direito seus processos de seleção e de promoção porque, se olharem com honestidade, verão os mecanismos de filtro discriminatórios muito bem escondidos no jeitinho brasileiro de discriminar, o dissimulado.
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domingo, março 30, 2008
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quarta-feira, 19 de março de 2008
Documentario Preto e Branco - vale a pena assistir

Um documentário que vai além do título
Vale a ver, rever e compreender.
E mais uma vez, reafirmar que existe preconceito.
Desconcertante é ver que o preconceito é inato, como na passagem da negra que sente os olhares em São Paulo à sua presença. Enquanto isso, pede que os nordestinos saiam de São Paulo.
Somos humanos, os pecados dos outros são os nossos pecados.
Por isso, temos que nos unir em uma luta diária a favor de nós mesmos.
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"Preto e Branco" analisa relações inter-raciais no país
| Foto Divulgação O rapper Sabotage em cena do documentário Preto e Branco |
SÃO PAULO (Reuters) - O documentário "Preto e Branco", de Carlos Nader, avalia a idéia suspeita de que as raças coexistem de forma pacífica e harmônica no Brasil.
O filme, que estréia na sexta-feira em São Paulo, é composto por quatro curtas-metragens documentais. Para comprovar a sua tese, Nader mostra diversos personagens, brancos e negros, em seus cotidianos. Assim, ele prova como o racismo e a cor da pele influenciam as vidas dessas pessoas.
"Os problemas raciais estão longe de ser resolvidos no Brasil. Aliás, andam de mãos dadas com a questão social", disse Nader em entrevista à Reuters.
No primeiro episódio, o documentarista investiga como um homem branco e cego de nascença encara a questão do preconceito racial. "Meu interesse era saber como uma pessoa que nunca viu cores, encara a diferença entre o preto e o branco. O resultado foi inesperado", contou.
No segundo segmento, como o próprio Nader explicou, há a "lavagem de roupa suja entre um casal e um representante do Movimento Negro". Esse acerto de contas mostra a diferente visão de cada lado sobre a questão racial. O casal, formado por um branco e uma mãe de santo negra, tinha uma velha rixa com o homem e a discussão entre eles mostra como muitas pessoas encaram a diferença da cor de pele no Brasil.
O terceiro curta estabelece paralelos entre dois afro-descendentes de sucesso. De um lado está um advogado e de outro o rapper Sabotage, morto em 2003.
No último episódio, "Preto e Branco" retrata um casal que, segundo o próprio diretor, é até um clichê. "Mostramos o dia-a-dia de uma mulata, passista de escola de samba, casada com um holandês. Os dois viviam entre o Brasil e a Holanda e abordamos a questão racial na vida deles", definiu Nader.
O diretor contou que percebeu uma mudança ao longo dos anos e os negros deixaram de ter vergonha da sua cor. "Mulheres que se definiam como mulatas passaram a se assumir como negras. Isso reflete uma mudança na abordagem dessa questão", explica. Para o diretor, "elas passaram a sentir orgulho do que são".
Nader se interessou pelo tema quando vivia na Europa e trabalhava em redes de TV locais. Ele notou que o Brasil tem uma forma muito peculiar de lidar com a questão do preconceito racial.
Enquanto fazia um documentário sobre o assunto para um canal europeu, percebeu que este era um tema que poderia ser explorado. "Ao longo dos quatro anos que trabalhei nos curtas surgiram mudanças na abordagem da questão racial no Brasil", disse.
O tema central dos filmes do videomaker é a busca da identidade. Nader produziu diversos documentários para canais de televisão europeus e, em 2000, ganhou o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro na categoria melhor vídeo com o curta "Carlos Nader". Seu mais novo trabalho, "Cross", concorre no VideoBrasil 2005 no próximo mês.
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quarta-feira, março 19, 2008
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terça-feira, 18 de março de 2008
Visita de Rice à Bahia - expõe contradições do Brasil
Fabiane Madeira O governador da Bahia, Jaques Wagner, pediu à secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, apoio para conseguir mais vôos dos Estados Unidos para o Estado, pois atualmente só tem um vôo direto por semana para Salvador. A visita da secretária é estratégica para a revisão do acordo comercial bilateral entre Brasil e EUA que determina a quantidade de vôos originados para ambos os países. A Secretaria de Turismo acredita ser esse um documento já ultrapassado, porque não contempla uma nova realidade: o crescimento do turismo étnico-afro na Bahia, motivado pela curiosidade dos negros americanos em conhecer a sua ancestralidade africana. O Programa de Desenvolvimento do Turismo Étnico-afro foi lançado pelo governo em agosto do ano passado, durante as festividades da Festa da Irmandade da Boa Morte, em Cachoeira, no Recôncavo Baiano, que a cada ano atrai um número cada vez maior de visitantes estrangeiros. Na época, o Ministério do Turismo assinou um convênio no valor de R$ 1,245 milhão para ações imediatas de diagnóstico.A passagem de Condoleeza Rice demonstra a distancia entre Brasil e EUA na questão das oportunidade aos negros e quantas oportunidades perdidas.
O presidente Lula necessita brigar para ter um negro na Suprema Corte. O Brasil é o país do futuro enquanto se esconder e esconder boa parte da sua população.
_________________________________________________________Em http://br.invertia.com/noticias/noticia.aspx?idNoticia=200803140313_RED_71084592
Governador pede apoio de Condoleezza para mais vôos à BA
Direto de Salvador
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sábado, 15 de março de 2008
Lula pede espaço para negro - Obrigado, Presidente, mas "Nós" iremos à luta!
Quando mais um presidente (o primeiro foi Fernando Henrique Cardoso) admite o racismo no Brasil devemos refletir: quando a raiz do nosso atraso será atacada?
A escravidão está profundamente arraigada na nossa cultura.
Elevadores de serviço e quartos de empregada são a testemunha de quanto ainda somos dependentes do atraso economico de parte da nossa população.
É incompatível o desenvolvimento sem a liderança da maioria da população.
Somos invisíveis, e para um Brasil potência, seremos líderes.
A revista Veja continua a ignorar o problema. Minimiza o fato, diz que o presidente reclama novamente da imprensa, relembra o caso da Ministra anterior.
Erros devem ser punidos e ponto.
Enquanto a revista elogia os americanos pelos feitos e liberalidade economica, seletivamente esquece do desenvolvimento social e busca de igualdade (especifico aos negros, que lá são minoria) naquele país.
Mas cabe a nós, brasileiros de todas as origens, argumentar e modificar a linha editoria da revista (ou mudar de leitura).
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Lula pede espaço para negro
14 de Março de 2008
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou na madrugada desta sexta-feira que os negros precisam de chances para ampliar seu papel na sociedade. Em discurso na cerimônia de formatura da primeira turma da Unipalmares, universidade paulista que tem 87% de alunos negros, Lula lamentou os efeitos do preconceito racial no país. De acordo com ele, há poucos negros em profissões de destaque, mas esse quadro deve melhorar daqui em diante.
"A gente tem que acreditar que o Brasil começou a mudar, porque a gente não via um negro no banco a não ser que fosse para depositar dinheiro para o patrão. A gente não via negro dentista nem médico. Poucos negros são advogados", disse o presidente. "Eu lembro o esforço que fiz para encontrar um negro para levar para a Suprema Corte deste país", completou ele, em referência ao ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Como de costume, Lula reclamou da imprensa, dizendo que os jornais, revistas e emissoras de televisão costumam mostrar os negros em situações negativas. "Quero que a imprensa consiga retratar a beleza e a cara desses jovens que estão recebendo seus canudos. Porque muitas vezes o povo não consegue nem conquistar a auto-estima. Quando mostram um negro na televisão, normalmente é quando ele está sendo preso pela polícia", disse o presidente.
A formatura, realizada no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, reuniu dezenas de políticos e autoridades. Além de Lula, estavam na cerimônia o governador de São Paulo, José Serra, o prefeito da cidade, Gilberto Kassab, e seis ministros, incluindo o novo titular da pasta da Igualdade Racial, Edson Santos. A antiga ocupante do cargo, Matilde Ribeiro, caiu por causa do escândalo dos cartões corporativos -- ela pagou despesas pessoais com eles.
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sábado, março 15, 2008
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Os homens invisiveis do Brasil
Cidadãos de bem, velozes, em suas avenidas mentais. O último tênis, o último corte de cabelo, estão apenas cuidando de si. Ilhas e ilhas.
Ah, como queira que aquele menino com suas bolas de tênis nos surpreendesse com a sua habilidade no saibro. Gugas negros.
Somos milhões. E somos etéreos como o ar, por que como maioria, apenas assim podem nos ser indiferentes. Não pesamos quase nada ( e somos milhões!), nos adaptamos a quaisquer situações ("nós faz tudo dotô!).
Cidadãos de bem. Vejo milhares passarem por mim, e mesmo tendo cumprido um verdadeiro roteiro de cinema eu não estou aqui.
Me olho no espelho da vitrine da loja da esquina. Muito jovem, nem mesmo eu me vejo na minha novela das oito.
Afinal quantos protagonistas negros eu já havia visto?
Um segundo, um milímetro e agarro aquela bolsa, dou um piparote naquele guarda, dou um aú e uma rasteira naqule velhinho. Ah, um arrastão! Um mar como eu, em disparada, algazarra, que meninada!
Mais uma vez quase desisto de tudo. Estou descumprindo o papel que está tatuado em minha pele. Sou um marginal. O fato de estar em condicional não altera o meu crime.

